sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Meu quarto é meu coração

A noite, todos dormindo. O silêncio era a coisa barulhenta na minha casa. Depois de um longo banho, um lugar cheio de pensamentos, sinto algo estranho. Parada à porta do meu quarto, tentando descobrir que sentimento era aquele, percebo minhas roupas no chão, meu armário com todas as minhas portas abertas ... Você quer entrar? Minha resposta deve ser "não", mas estava mostrando "sim". No criado, maquilagem na mesa para fazer as falhas desaparecem da minha face, para colocar um sorriso onde não existia. Tudo estava fora do lugar. Na minha cama, meu material escolar espalhado ... Eu poderia encontrar alguma coisa para apagar aquilo? Para escrever outra história? Ah, sim, agora me lembro ... Eu tenho alguns concertos pra fazer nos meus sentimentos.

domingo, 12 de agosto de 2012

A juventude não acaba!

Às vezes a descoberta não é feliz, e nos deixa cabisbaixo, refletindo. Mas quem procura acha, e também pode achar arrependimentos. Então vamos dar uma volta no tempo em que os segredos eram o menino que você estava apaixonada ou o seu diário contando seu primeiro beijo. O medo de contar pra mãe do seu primeiro namorado, sair nas matinês ou quando a lanchonete da esquina era o ponto de encontro com os amigos.
Mas mais saudade ainda me dá ao lembrar dos quinze anos: quando nada me preocupava, quando tudo era noitada, mesmo que o lugar fosse proibido. É... Quando o segredo não vinha à tona e acabava com o calor da amizade entre pessoas que achávamos que conhecíamos, mas, na verdade, estavam apenas se escondendo. Mas o problema é comigo mesmo. Sempre fui livro aberto, e ser assim não quer dizer que os outros também sejam. Mas descobrir foi doloroso. Saudades de quando eu não sabia de segredos que me magoassem.
E o que fica mesmo é a lembrança, que traz nostalgia, que traz risadas. Como um dia pudemos nos apaixonar por aquela pessoa? O tempo traz mudanças, e Deus... que mudanças!! As fotos são como máquina do tempo, vou perambulando pelo momento, me vendo pular no meio da multidão num show de Axé; ou mesmo no cinema com meu primeiro namorado, segurando a flor que me dera; me vejo num barzinho com as amigas; com medo de não conseguir passar pelos seguranças no primeiro show.
Relembrar quer dizer saudade. Nunca esquecer, tentar não repetir os erros estúpidos, mas sempre viver uma nova aventura. Nunca deixar de ser jovem, pois só envelhece de corpo quem envelhece de alma.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Amor idealizado

Quando falo de amor, é como se eu voltasse aos meus treze anos. Como era ingênua, porém pura e apenas dizia sofrer por não receber atenção. Mas dizia amar, mesmo que tivesse sido apenas troca de olhares, nunca uma conversa interessante, sempre aquelas perguntas bobas como por exemplo "Você fez a lição de casa?". É, bastava aquilo e meu amor já era o maior do mundo.
Sempre fui uma menina romântica e apaixonada. Será que é pedir demais um romance como o dos meus avós? Querida vovó, que fugiu em busca do seu amor proibido. E assim, eles viveram até o fim da vida de vovô, que Deus o tenha. Sempre aguentando os defeitos, mas glorificando as qualidades, a companhia e, principalmente, o amor que tinham um pelo outro. Amor que não se acaba em gerações; amor que deu a vida a sete filhos e que, também, cuidou desses.
É este amor idealizado, este amor eterno, este amor de filmes, com beijos quentes e "felizes para sempre", este amor que deveria voltar à este século, que está devasto de verdadeiros valores.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Mantenha o coração aberto

Deve haver algo que me faça desistir de você, mas já estou estagnada, acostumada, presa as nossas conversas, nossas risadas, mesmo que a iniciativa seja somente minha. Sou sempre o fogo que acende o pavio, mas, como tudo, este pavio tem um fim e o fim se dá numa explosão. Há de se questionar de qual explosão se trata: paixão ou secessão? A resposta está em suas mãos.
Já não decido mais por nós, sou somente o fogo, a chama, a faísca; será que você não percebe? Estou morrendo de amores, queria mais era vivê-los, vivê-los com você, viver um "nós", mesmo que fosse uma amizade, mas teria que ser intensa!
Perceptível que há confusões em minha cabeça, mas não seria pedir muito um pouco mais de clareza por sua parte. Já começo as misturar as coisas, mas minhas teses não são compatíveis aos fatos, mas um dia há de perceber o meu amor, e há de vivê-lo. Acredite.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Resquícios

Com o tempo as memórias vão parecendo poucas. Você já não se lembra exatamente dos rostos, das roupas, do que falavam... Apenas das risadas, ahhh, houve muitas dessas. Até os momentos de aperto se tornam engraçados. Tudo que resta é aquela sensação de que foi perfeito, de que valeu a pena. E, se perguntarem do que serviu todas as suas aventuras, você diz: Serviu para amadurecer, para viver. Serviu para contar histórias. Quer melhor argumento que este?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Conto de um personagem desconhecido

Havia um segredo do qual ninguém sabia, apenas eu e você. Contudo, com tudo esse segredo quase veio à tona. A curiosidade fazem do segredo uma bola de neve, traz mentiras e intrigas. O pior é ter que ficar calado enquanto sua cabeça grita por verdades, esclarecimentos. Angústia. A vida é um teatro sem ensaio e, não sabendo atuar nessa peça, peço um tempo. Confiança. Como um vidro que quebra e cola não cola. Desculpas não é desculpa. Ao descobrir algo, tudo vira evidência. A suposição se torna certeza, mas uma certeza que não era tão certa assim. Dizem que para guardar um segredo é preciso guardar pra si. É verdade.
O pior do segredo é ter de esconder de pessoas que você ama tentando proteger outras pessoas que você ama, porque você ama o bastante para não contar mas também confia o bastante para contar. Confia?
Ainda está salvo. Salvo aonde? Um dia todos descobrem seu segredo. Aprendi com a vida.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pessoas distintas

Já fazem dois dias que isso assombra a luz dos meus pensamentos. Acordo com com todos os "e se" na cabeça, todas as possibilidades e, cada vez mais, vou lembrando coisas que fazem mais sentido agora que sei seu segredo. Mas seu segredo se tornou o mesmo que o meu, ou estou quase te alcançando, não saberia agir dessa maneira frívola e falsa.
O dia todo penso em maneiras de como esquecer, ou voltar no tempo. Apesar de "errado", foi uma sensação unica e indescritível, assim como o momento vivido. E o "apesar" é o que deita comigo antes de dormir dizendo "Ei, eu ainda estou aqui para te trazer um arrependimento.". Tenho sorte de ele não ter tanta força quanto a minha satisfação. Aliás, errado e certo são coisas relativas, o que é errado pra mim, pode não ser para você, mas, é claro, devemos esperar que esses conceitos sejam mais gerais do que individuais, para que possam haver menos confusões.
Decisões não tem volta e foi por isso que me decidi! E me dá um alívio de não me arrepender, mas me dá uma agonia de não viver de novo. Quero de novo... de novo... de novo...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vontade do frio


Chuva, tempo frio, cheirinho de terra molhada e sua cama te chamando pra deitar. Aquela sensação de sono, seu corpo adormece primeiro que sua mente e te faz querer alguém para encostar. Nada melhor que um calor humano para acalmar (ou agitar). Mas nesse tempo tão gostoso de adormecer, há tantas coisas para fazer. Ah, se tudo dependesse de você...! 
Tudo bem, vamos nos organizar, já que mudaria nada reclamar. Papéis aqui, idéias ali, falações de todos os lados. Ao menos, no final do dia, todo meu conhecimento estará afiado. Mas tudo o que queria agora, era deitar e adormecer, então, por favor, São Pedro, faça parar de chover!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Alívio e desabafo


Bom saber que a primeira tentativa dá certo, não? Ou meio certo, incerto dizer... Estaria mais para uma simples tentativa, ainda não concluída com êxito. Seria justo de minha parte apreciar mas não se importar? "Procura-se, precisa-se de amor!" Plaquinha do momento.
Sou bem mais sucedida no ramo ortográfico, as palavras realmente me atraem mais que simples mortais e parece que essa atração é bem mais recíproca. Talvez eu deva ter escolhido isso antes de nascer: "Minha filha," disse Deus "você prefere ter vários amores ou vários livros?" E eu disse "Claro que vários livros."
Quero ser várias personagens, viver cada estória, e ser aquilo que quiser! Não dá pra esperar que as pessoas pensem como você e é por isso que eu escolhi os livros, porque eles vão querer mudar o meu jeito complicado de ser. Talvez esse jeito se tornou ainda mais complicado pela minha escolha, mas não me arrependo. Ainda estou no caminho da literatura, e espero poder ser muito mais do que espero e do que sou agora.
Sabe aquela vontade imensa de mudar sua rotina, sua vida, de costumizar seu quarto com pedaços recortados de jornais e revistas, discos de vinil como uma lanchonete dos anos 80? Começa a partir de agora minha aventura pelas entrelinhas mais estreitas desse universo criado por Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e até mesmo Anne Frank.
Quando escolhemos as palavras, significa que podemos fazê-las do jeito que quisermos. Pensamento egoísta, mas prefiro me trancar no quarto ao ter que ouvir as reclamações alheias.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Onde está aquela velha amizade?

Como uma alma perdida após se desvincular do corpo, estou à procura do que me faça........ perder o folego, talvez. O fato é que as palavras estão fugindo. O único modo de me aliviar, está me deixando mais tensa ao perceber que não há o que escrever. O papel grita por palavras, pela pontinha afiada do lápis ao passar por sua folha tão delicada, que espera por algo que vá se passar a pessoas tão delicadas quanto sua folha.
O papel leva de tudo em sua vida. Rabiscos, manchas, cicatrizes, críticas... Tem muito a falar. Romances, brigas, dramas, tudo naquele lugar onde tudo pode ser contado. Há melhor terapia? Há melhor terapeuta? Quem mais te escutaria e te deixaria falar do mesmo assunto todo dia? 
Há quem não se identifique com este velho amigo. Como eu, neste momento, falta-lhe intimidade. Cade? Eu que, por tanto tempo, venho lhe mostrando minha vida, sentimentos, venho expressando minhas emoções, onde está aquela intimidade que tínhamos nos tempos mais árduos ou mais alegres? Me desculpe,acho a culpa é minha por estar tão viajante. 
De qualquer forma, o papel continua sendo meu melhor amigo! Espero voltar aos tempos antigos... 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mas são só às vezes...

Às vezes, não entendo minha antipatia a certas atitudes. Deve ser porquê associo a pessoa. Quando se tem antipatia à alguém, difícil não julgar quaisquer atitudes! Se a pessoa está certa, você se conforma com um ar mal humorado e acaba esquecendo; mas se está errada, oh Deus, quanta coisa a se falar ou se corrigir. No seu ponto de vista, claro; no caso o meu , já que sou eu quem estou julgando.
Essa vida de bom moço, seu jeito falso de agir, essa sua implicância e mania de se referir a mim. Mesmo que fosse a pessoa que tivesse mais laços de família ou amizade. Antipatia é anti, e nunca será afeição. Isso pode mudar , se houver mudanças dos dois lados, o que acho meio improvável haver certa sintonia em relação à essas mudanças.
De qualquer forma não há muito a se falar. O silêncio diz e mostra superioridade. Desde que você não espalhe para os sete mares sua antipatia, não estará mostrando qualquer tipo de "inveja", já que, para algumas pessoas, criticar é inveja.
Às vezes, vejo minhas críticas nos outros como algo que queria (e poderia) melhorar em mim. Será que estou sendo hipócrita?
Mas são só às vezes.

Será que era um sonho?

Ultimamente minha mente anda vagando demais por onde não deveria. Minha concentração foi ao zero. Tudo é motivo para perder o foco. A pontinha do sono que não foi dormido, as coisas que caíram no chão, o batom que não foi passado antes de sair de casa... Engraçado que isso se aliou aos meus sonhos.
Dormindo o sono da tarde, que por sinal é bem mais relaxante, sorte aqueles que tem este privilégio. Tive um sonho, não muito diferente de estranho, já que todos os sonhos tendem a ser sem sentido. Esse papo de que sonhos tem algo a dizer, seria bem mais fácil se eles não fossem tão "entre aspas". Mas eu adoro não saber o que eles tem a dizer, já que a vida se encarrega sozinha deste fato, de ir me mostrando isso. No meio da tarde acordo e começo a me contar o sonho como se estivesse alguém do meu lado. Interessante falar sozinha, principalmente na rua. Aliás, as pessoas devem achar que sou louca. Voltei a dormir. Ao acordar novamente nada do sonho foi lembrado. E tenho ainda minhas dúvidas se ao contar o sonho para a suposta pessoa que estava ao meu lado, eu também não estaria sonhando!
Agora, diga-me, se não estou perdendo a atenção em minhas próprias ações, imagine quando as pessoas tentam falar comigo. Ando sem conselhos, sem palavras, coisas que nunca aconteceram. Retomar o foco, Valentina, retomar o foco! Para isso a leitura e a escrita.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Entre Aspas


Difícil seria se as pessoas fossem todas iguais. Não haveria novas ideias, inspirações, novos olhares e pontos de vistas. Não haveria evolução, nem certo ou errado, o mundo estaria estagnado.
Que valor teriam as palavras? Que valor teriam os diferentes? Díficil fazer mensura. Hoje em dia tudo quanto é frase clichê se torna o drama de alguém, fazendo que saiam ainda mais clichês. Drama não é sentimento, é atuação. As verdadeiras palavras, textos e estórias, são escritos com verdadeiros sentimentos.
A quem julga sua cultura por quão difíceis são suas palavras, dou-lhe uma dica: um dicionário. Dou crédito aos livros por terem tantas interpretações. "Entre Aspas", não o sentido da palavra, mas o que você quis dizer com a expressão. E o que o leitor quis entender, de acordo com seu humor, seus sentimentos...

Não me julgo conhecedora de todas as culturas, nem alguém que leia muito sobre política, economia e acontecimentos mundiais. Mas vivo o dia-a-dia prestando atenção em todas e quaisquer estórias pra contar. Algumas serão postadas. Novas experiências, discussões, alegrias, tristezas. Crônicas, narrativas, fatos... Para aqueles que gostam de ler novos pontos de vista.